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Como garantir uma saúde de ferro para seu filho, segundo pediatra

Amamentação: O pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira Imunizações (SBIm), aponta a alimentação como um dos principais pontos da saúde infantil, começando pela amamentação. “O leite materno é considerado o alimento mais perfeito que existe para a criança”, diz. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê: transmite anticorpos da mãe para o filho e o contato com a pele contribui para a criação de vínculo e saúde emocional da criança. O ideal é que a amamentação exclusiva seja até os 12 meses, mas, como nem todas as mães conseguem amamentar todo esse período, ele indica que, pelo menos, até os 6 primeiros meses a alimentação do recém-nascido seja o leite materno. A amamentação pode continuar após os 12 meses, mas com adição de outros alimentos 

Dieta saudável: O pediatra alerta para a obesidade e pede atenção aos alimentos industrializados e carboidratos em excesso. A alimentação da criança deve conter o maior número possível de alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes e carnes pouco gordurosas. A carne vermelha não é proibida, mas deve ser consumida de maneira moderada. Ele explica que é comum a reposição das vitaminas A,C, e D e Ferro no primeiro ano de vida. A vitamina A e C tem como função proteger de infecções. “Inclusive a vitamina A foi recomendada pelo Ministério da Saúde como coadjuvante no tratamento de crianças com sarampo para ajudar a combater a infecção”, explica. A vitamina D é importante para o desenvolvimento neuropsíquico e da visão, segundo ele. Já o Ferro é importante para o crescimento e sua deficiência pode causar anemia

Exposição ao sol: Cunha explica que o sol funciona como um ativador da vitamina D que já está no organismo. A exposição deve ser feita em períodos em que o radiação solar não é tão forte. Esse horário varia de acordo com cada região do país, mas a recomendação geral é evitar a exposição entre 10h e 16h. O pediatra afirma que não adianta fazer a exposição com roupas que cubram muito o corpo 

Tempo na tela: O pediatra faz um alerta para um problema que as outras gerações ainda não tiveram que lidar: o tempo de exposição a telas, como celulares, tablets, computadores, TV e videogames. Ele explica que os adultos também podem ser prejudicados por passar muito tempo nesses aparelhos, mas, no caso das crianças, cabe aos pais delimitar um limite de tempo. A exposição exagerada às telas pode causar obesidade e doenças futuras, principalmente cardíacas e diabetes. Além disso, o isolamento da criança pode prejudicar a saúde mental, emocional e psicológica. De acordo com o médico, crianças até 2 anos não devem ser expostas a nenhuma tela, porém as individuais, como tablets e celular, são as mais preocupantes, pois isolam a criança. A partir dessa idade as crianças podem utilizar os aparelhos com supervisão dos pais. Cunha recomenda no máximo 2 horas diárias 

Brincadeiras: As atividades físicas devem ser estimuladas e fazer parte da vida da criança desde pequena. O pediatra afirma que qualquer brincadeira que utilize todo o potencial do corpo pode ser utilizada. As brincadeiras, além de contribuir para evitar a obesidade e melhorar saúde física da criança, favorecem o desenvolvimento neurológico. Ele ressalta que a socialização proveniente da brincadeira proporciona contato com a diversidade. “A criança não fica fechada em si ou na família. Ela aprende brincando e brinca aprendendo”, afirma. O ideal é que as atividades sejam lúdicas. Cunha não recomenda práticas focadas, como a musculação 

Vacinas: Manter a carteirinha de vacinação em dia é de extrema importância para que a criança tenha uma saúde de ferro, de acordo com o pediatra. “A população infantil é considerada vulnerável, por isso essa faixa etária faz maior uso de vacinas”, explica. A criança ainda não está com o sistema imune totalmente desenvolvido. As vacinas, junto com a alimentação saudável e a prática de atividades físicas, vão ajudar a reforçar a imunidade e a prevenir diversas doenças comuns na infância”, afirm
*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini